Injeção Eletrônica..........
É um sistema de gerenciamento composto
de uma central eletrônica (Centralina ou E.C.U.), que
recebe informações de sensores instalados no motor e
controla, entre outros sistemas, a injeção de combustível
e a ignição.
Sua principal função é formar a mistura
de ar e combustível necessária ao perfeito funcionamento
do motor, mantendo os índices de emissão de poluentes
dentro das exigências dos órgãos governamentais.
Para
que o motor funcione corretamente, sem falhas, e com
o melhor rendimento possível, é necessário que se misture
uma quantidade específica de combustível ao ar que entra
no motor. Como esta quantidade é determinada em massa,
a central eletrônica calcula a massa de ar que é admitida
pelo motor e comanda a injeção de combustível. Os sistemas
de injeção eletrônica Magneti Marelli utilizam a tecnologia
Speed-Density para calcular a massa de ar admitida.
Esta tecnologia leva em conta a rotação
do motor (speed) e a densidade do ar aspirado (density).
Através da rotação do motor , levando-se em conta a
sua capacidade volumétrica (ex.: 1580 cm3), a central
calcula o volume de ar admitido e, para o cálculo da
densidade, utiliza os valores da temperatura e da pressão
do ar, que são informados à Central através dos respectivos
sensores.
De posse da massa de ar admitida pelo
motor, a Central comandará uma válvula, que chamamos
de eletroinjetor, e esta permitirá a passagem da quantidade
exata de combustível para realizar a combustão.
Com esta mistura comprimida no cilindro,
a Central comandará o circuito de ignição, realizando
a combustão necessária ao funcionamento do motor.
Como podemos observar, além das funções
básicas de injeção e ignição, os sistemas de injeção
recebem informações dos sensores de temperatura do motor,
posição da borboleta de aceleração, sensor de oxigênio-sonda
lambda, sensor de detonação, etc. E através de atuadores
controlam a marcha lenta, dash-pot e cut-off, os vapores
de combustível provenientes do tanque, o ar condicionado,
etc.
Os principais sistemas de injeção
e ignição eletrônica não necessitam de ajustes ou regulagem,
porém, por se tratar de sistemas eletroeletrônicos precisam
ser constantemente avaliados, pois fornecem informações
sobre seus componentes, além de informar se ocorreram
defeitos ou anomalias durante seu funcionamento.
Para testes e ajustes são utilizados
equipamentos específicos, denominados scanners. Além
da avaliação eletroeletrônica, recomendamos como manutenção
preventiva a substituição dos filtros de linha e do
tanque a cada 15.000 km, ou conforme recomendações do
fabricante do veículo.
O teste dos injetores MPI a cada 15.000 km e a substituição
dos injetores SPI a cada 50.000 km.
Em
sistemas de injeção multiponto, cada cilindro possui
uma válvula de admissão do motor, para que o combustível
pulverizado se misture com o ar recebido, formando a
mistura que resultará na combustão. As válvulas de injeção
são acionadas eletromagneticamente, abrindo-se e fechando-se
através de impulsos elétricos provenientes da unidade
de comando.
A fim de obter uma boa distribuição de combustível com
baixas perdas por condensação, deve ser evitado o umedecimento
das paredes do coletor. Por esse motivo, o ângulo da
injeção de combustível até a válvula de admissão do
motor deve ser determinado de modo específico para cada
motor. As válvulas são peças de altíssima precisão,
ocorrendo assim a necessidade de limpezas e revisões
periódicas para evitar possíveis entupimentos.
Embora pareçam iguais, elas possuem
diferenças entre si, como furos de injeção, resistência
ao enrolamento, etc.
Ao
contrário dos sistemas multiponto, o sistema Mono Motronic
possui uma única válvula de injeção para todos os cilindros
do motor. A válvula está montada na tampa da unidade
central de injeção (corpo da borboleta) e necessita
ser limpa e revisada regularmente.
Seu perfeito funcionamento garante ao motor bom rendimento,
isento de falhas.
|