Filtro de óleo
Filtro
de ar
Filtro
de combustivel
Filtro
de cabine
Lubrificantes
Fluido de
freio
Freio
Alinhamento
Balanceamento
Suspensão
Escapamentos
Sistema
de arrefecimento
Injeção
eletrônica
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Balanceamento..........
Podemos
definir o balanceamento, como sendo a “operação que
elimina os desequilíbrios existente nas rodas, pela
colocação de pesos nas suas partes mais leves para compensar
as partes mais pesadas. Desta forma, quando essa roda
girar, a força centrifuga atuará com a mesma intensidade
em todos os pontos do seu eixo de rotação”. Complicado?
Então vamos por partes.
Se suspendermos um veículo, afastando
suas rodas do chão, girarmos qualquer uma das rodas
com as mãos por várias vezes, e aguardarmos que ela
pare por si, no caso de estar equilibrada, ela deverá
parar com qualquer de seus pontos voltados para baixo.
Mas se acontecer o fato da mesma parar sistematicamente
com um só ponto voltado para baixo, é porque nesse ponto
ela está mais pesada, como indicado na figura acima
pela letra “A”.
Forças atuantes
A roda de um automóvel pode chegar
a uma rotação maior que 40 voltas por segundo, e se
mantém exposta a uma força centrifuga que pode ser centena
de vezes maior que o seu próprio peso. No caso dessa
mesma roda estar devidamente equilibrada, essa força
se distribuirá uniformemente, atuando igualmente em
todos os pontos de sua circunferência e estes pontos
se equilibram reciprocamente; porém, esse equilíbrio
dificilmente é conseguido naturalmente, seja devido
a fatores de construção do pneu, confecção do aro da
roda, posição da válvula do pneu no aro da roda, além
de outros fatores causados pela utilização do veículo,
que estão ligados aos desgastes irregulares provocados
pela rodagem.
Perda de material
Se por exemplo, forem eliminadas alguns
gramas de um ponto específico da banda de rodagem de
um pneu (como no travamento das rodas pela ação dos
freios) fazendo com que o pneu sofra um desgaste localizado,
a força centrífuga que atuará do lado oposto, deixa
de ser compensada e, essa força de alguns quilos em
determinadas rotações da roda aparecerá em forma de
vibração, atuando em todo o sistema de suspensão a que
essa roda estiver ligada, essa interferência também
irá ser sentida na direção e nos próprios pneus. Esta
vibração é altamente prejudicial à durabilidade de todos
os componentes do sistema a que está ligada e também
pode comprometer significativamente a estabilidade do
veículo.
Somente como parâmetro, é bom lembrarmos que se forem
eliminados algo como “50 gramas” de borracha de algum
ponto da banda de rodagem de um pneu, quando o veículo
atingir uma velocidade de 70 km/h, o desequilíbrio será
algo em torno de “40 quilos”.
Equilíbrio
A forma utilizada para equilibrar
“estaticamente” uma roda é colocado-se um peso de igual
intensidade ao do ponto mais pesado, exatamente no lado
oposto da roda. Esse equilíbrio estático leva em conta
as forças centrífugas (desequilíbrio de peso), que provocam
trepidações; no caso, são equilibrados os momentos em
relação ao eixo de rotação, como demonstrado na figura
abaixo pelas letras “A” e “B”.
Contudo, apesar de equilibrada estaticamente, uma roda,
quando colocada em rotação, pode apresentar um desequilíbrio
“dinâmico”, porque os pesos não estão levando a força
centrifuga ao centro de giro da roda com a mesma intensidade.
Isto somente aparece quando essa roda atingir um certo
número de rotações.
Nesta figura, está indicado o ponto mais pesado da roda,
identificado como “A”.
Na figura seguinte podemos observar uma forma de equilíbrio
“estático”, efetuado com uma massa (peso) identificado
como “B”, igual a do ponto “A”. Isto irá equilibrar
a roda de forma estática.
Se girarmos essa roda com a mão, ela irá parar em qualquer
posição, satisfazendo o equilíbrio estático. Mas é importante
observar que os pesos estão atuando em pontos diferentes
em relação ao eixo de giro da roda, causando um desequilíbrio
“dinâmico”, que somente aparece quando a roda estiver
em rotação, devido aos pontos “f” não coincidirem no
mesmo ponto do eixo de giro da roda.
Como resultado desse desequilíbrio
“dinâmico” a roda irá vibrar lateralmente quando atingir
uma alta rotação, causando vibrações no sistema de suspensão
e, se estiver montada na dianteira do veículo, também
fará vibrar a direção, da mesma forma que um desequilíbrio
estático.
Para ajustar esse desequilíbrio é preciso
que os pontos de força “f” estejam em equilíbrio com
o centro de giro da roda. Isto é feito dividindo-se
em dois (“B” e “C”) o peso necessário para o equilíbrio
“estático”, posicionando-os um pelo lado externo e o
outro pelo lado interno do aro da roda, ajustando os
valores desses pesos, de forma que suas massas façam
as forças “f” se situarem no centro de giro da roda.
O desequilíbrio que atua nas rodas
ligadas à direção causam uma vibração no volante de
direção, conhecido como “shimmy de direção”. Quando
o desequilíbrio acontece nas rodas não ligadas à direção,
causam uma vibração que é transmitida a todo o chassis
do veículo. Nos dois casos a dirigibilidade do veículo
fica comprometida, além do desgaste prematuro dos pneus
e dos componentes da suspensão e da direção.
O balanceamento das rodas deve ser verificado periodicamente,
porque além do desgaste normal dos pneus que alteram
os pontos de equilíbrio das rodas, existem os acidentes
eventuais como a fricção no arrasto dos pneus causado
pelo uso inadequado dos freios, ou como o “esfregar”
de rodas em guias ou na passagem em buracos, que podem
ocasionar a perda dos pesos existentes (principalmente
os externos), desequilibrando prematuramente as rodas.
Essa perda pode não ser percebida, mas a vibração irá
ocorrer, porém, de acordo com a sua intensidade (se
for pequena), o motorista poderá não perceber o fato,
mas os desgastes estarão ocorrendo.
Pelo exposto, vê-se que não adianta efetuar somente
um balanceamento estático das rodas, mas também é preciso
observar o balanceamento dinâmico e, se possível, com
a roda montada no eixo em que está trabalhando, porque
pelo balanceamento será compensado qualquer outro desequilíbrio
causado pelos componentes montados nesse eixo tais como
tambor ou disco de freio, semi-eixos e outros.
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